quarta-feira, 9 de setembro de 2015

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 " A veces el silencio,
        como un odre,
        encierra la belleza que se vierte despacio: queda
        hoy
        en los ojos pensativos de una muchacha
        concreta, eterna
        una mirada que guarda
        estricta, viva, la inmovilidad clásica.
        Nubes de lejanía le ascienden por la frente
        como el rubor por las mejillas plenas
        desde el jubón de color carmesí.
        Un aire envuelve
        con pulso leve la serena inquietud
        que la envuelve esta tarde "

              Mabel Salido.



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Quem sou?



" ¿ Quien soy ?
                               - Este intervalo de misterio
        entre la rosa ardiente que corto para ti
        y la rosa sombría que mi mano te tiende "

              Miguel d´Ors.




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O que estou a ler: Programação usando Python do prof Guttag



https://8w4fc7.s.cld.pt

domingo, 6 de setembro de 2015

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" Voces atraviesan el muro : hablan
          de la grandeza de la poesía.
          Algunas palabras quedan
          apresadas al otro lado.
          Las hay que se quiebran
          en el aire y se desploman.
          Crúzanse otras
         confundiéndose.
         En ocasiones
         se hace un breve silencio
         de plenitud "

           José Luis Jover.



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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

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" He caído tantas veces que el aire es mi maestro;
tengo en la mano el aire que nunca nos olvida,
si nuestro amor fue siempre una despedida,
cuando todo termine quedará lo más nuestro.

Ya he empezado a morir para aprender a verte
con los ojos cerrados. Así será mejor,
para toda la vida no basta un solo amor,
tal vez el nuestro sea para toda la muerte "

               Luis Rosales  ( 1910-1992 )

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O FUNDAMENTAL
DE
UMA INICIAÇÃO AO AMOR
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O que há
.................em ti
de eterno
...............sobe-me
pelas veias
...........................à cúpula dos olhos.

...............Ó templo de luz
movediça
...............em luta com as trevas.....

Esta promessa / de berço / que é o teu corpo !

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© (antónio carneiro)



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Não: não digas nada!
Supor o que dirá
A tua boca velada
é ouvi-lo já.
É ouvi-lo melhor
Do que o dirias .
O que és não vem à flor
Das frases e dos dias.
És melhor do que tu
Não digas nada: sê!
Graça do corpo nu
Que invisível se vê
Não: não digas nada!






Fernando Pessoa.

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"As coisas simples dizem-se depressa; tão depressa
que nem conseguimos que as ouçam. As coisas
simples murmuram-se; um murmúrio
tão baixo que não chega aos ouvidos de ninguém...
São assim as coisas simples: tão simples
como o sol que bate nos teus olhos, para
que os feches, e as coisas simples passem
como sombra sobre as tuas pálpebras."






Nuno Júdice

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Meg Myers - Sorry [Music Video]

Emportez-moi


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Emportez-moi dans une caravelle,
Dans une vieille et douce caravelle,
Dans l'étrave, ou si l'on veut dans l'écume,
Et perdez-moi, au loin, au loin.

Dans l'attelage d'un autre âge,
Dans le velours trompeur de la neige,
Dans l'haleine de quelques chiens réunis,
Dans la troupe exténuée des feuilles mortes.

Emportez-moi sans me briser, dans les baisers,
Dans les poitrines qui se soulèvent et respirent,
Sur les tapis des paumes et leur sourire,
Dans les corridors des os longs, et des articulations.
Emportez-moi, ou plutôt enfouissez-moi.

Emportez-moi, em Mes propriétés, (1929); e em La nuit remue (1935).

Henri Michaux

terça-feira, 1 de setembro de 2015

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Se perguntas por mim
direi que estou sonhando.

Se perguntas por meu sonho
direi que em ti estou respirando.

Pelo apuro do existir, e do respirar,
nada mais delicado e simples
do que o teu amor que me faz sonhar.
 
 
(antónio carneiro) 


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Poema Melancólico a não sei que Mulher
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Dei-te os dias, as horas e os minutos
Destes anos de vida que passaram;
Nos meus versos ficaram
Imagens que são máscaras anónimas
Do teu rosto proibido;
A fome insatisfeita que senti
Era de ti,
Fome do instinto que não foi ouvido.
Agora retrocedo, leio os versos,
Conto as desilusões no rol do coração,
Recordo o pesadelo dos desejos,
Olho o deserto humano desolado,
E pergunto porquê, por que razão
Nas dunas do teu peito o vento passa
Sem tropeçar na graça
Do mais leve sinal da minha mão...
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((Miguel Torga))
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*Imagem sem referência de autoria

Egberto Gismonti - Sol do Meio Dia (Track 4 - Coração)

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“Her voice left a flavor of honey and gunpowder on the air.””
 - Peter S. Beagle
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rascunho



uma flor é uma flor
uma borboleta é uma borboleta
não mais do que isso.

O conhecimento é uma barreira para o saber.

Viver sem conclusões é a inocência.

Viver dentro dessa imensa quietude que é a beleza da inocência
é capturar o momento,
é ser arrancado ao passado
é ser arrancado ao futuro
é ser espontâneo.

Quando reconhecemos que não há a possibilidade de saber
o mistério continua um mistério
o espanto desloca a mente para o coração.

O maravilhamento e a inocência
são da mesma energia do amor


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nota:
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O mundo está cheio de atividades para isto ou para aquilo, barulhentas, mercantilistas, materialistas, sexualizadas e as pessoas têm perdido os hábitos da meditação, da oração, da diversão pura, do encantamento, do maravilhamento, do enamoramento por tudo o que é natural e simples…
Observar as estrelas, admirar as flores, tocar violão ou cantar uma canção, assobiar entre as àrvores, dançar, recitar poesia, por nenhum outro motivo que não seja o do puro prazer de estar aqui e agora.
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Inocência, Conhecimento e Encantamento

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Então Tertuliano disse que há um segundo tipo de conhecimento, a “ignorância sábia”. Ela acontece quando uma pessoa se desprende de todo o conhecimento, de todas as teorias, e olha diretamente – olha para a vida como ela é, sem ideias a respeito, permite que a realidade seja como é, depara-se com a realidade imediatamente, diretamente, sem conhecimento sobre ela; encontra, encara a realidade, permite que aquilo que é tenha seu florescimento. A pessoa simplesmente escuta a realidade, penetra na realidade e diz: “Eu não sei”. Esta é a criança sobre a qual Jesus fala – não é realmente uma criança, mas é como uma criança.
E eu digo sim. Abençoados os tolos, porque eles vão herdar todas as bênçãos da existência.

in Inocência, Conhecimento e Encantamento, Osho 



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