Mostrar mensagens com a etiqueta Filosofia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Filosofia. Mostrar todas as mensagens

domingo, 26 de julho de 2015

aprender a duvidar das nossas convicções...



... Por fim, para desenvolver o nosso potencial filosófico, é preciso aprender a duvidar das nossas convicções. Por entre as ideias que nos são mais afeiçoadas, é interessante tentar compreender como é que elas se desenvolveram no nosso espírito. Este exercício é tipicamente socrático e parece-me de grande utilidade. Se a ideia não foi registada de um modo passivo, é importante reconstruir a sua história... Quem vos falou nisso? Onde é que a ouvimos? Onde é que a lemos? Reconstituir o caminho de uma ideia, é ter consciência de que a maior parte delas (ideias) têm percursos caóticos que importa solidificar. E é, ao mesmo tempo, um convite para não nos alistarmos de maneira excessivamente rápida na defesa de uma convicção contra outra convicção.

Alain Badiou (1937), em entrevista a L'Obs. (nº 2645).

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Mistério dentro do mistério



O Tao que não pode ser dito não é o verdadeiro Tao.
O nome que pode ser nomeado não é o verdadeiro nome.
O inominável é o eterno real.
A atribuição de nomes é a origem das coisas múltiplas.

Livres do desejo,
Sondaremos o mistério;
Prisioneiros do desejo,
Apenas veremos as manifestações.

Mistério e manifestações têm ambos a mesma origem.
a sua fonte é o mistério.
Mistério dentro do mistério;
A porta para toda a compreensão.

Lao Tzu, Tao Te Ching



*