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domingo, 4 de janeiro de 2015





Amassaria com cipreste
austero teu corpo gracioso.

Ensombraria teus olhos
com violáceos pensamentos

E em tuas mãos iria pregar
saudades de desterro.

Talvez então alcançasse
fabricar te o meu desejo,

e bloquear-te sem perigo
na prisão de meu peito.

sem perigo de que um dia
profanasses o seu silêncio

e derrubasses seus muros
com a chama do teu corpo.



Pedro Pérez-Clotet

(tradução livre minha)


*

sábado, 3 de janeiro de 2015

...Y en tus manos clavaría soledades de destierro...



" Amasaría con cipreses
austeros tu grácil cuerpo.

Ensombrecería tus ojos
con morados pensamientos.

Y en tus manos clavaría
soledades de destierro.

Tal vez entonces lograra
fabricarte a mi deseo,
y encerrarte sin peligro
en la cárcel de mi pecho.

sin peligro de que un día
profanaras su silencio
y derrumbaras sus muros
con la llama de tu cuerpo "

Pedro Pérez-Clotet ( 1902-1966 )


*