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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

A mulher de lã se desfaz

" La mujer de lana se deshace
      mientras la pienso aquí, se deshilvana
      al tiempo que aparece en el ovillo
      del deseo; la sombra de la estatua
      cobra vida con el sol que la deforma;
      lo que era se transforma en lo que es,
      mas perdura un instante en la pupila
      como un lucero de nostalgia y yo,
      yo voy apareciendo al otro lado
      de una página sin márgenes,
      donde una niña de tiza me dibuja
      escribiendo aún este poema "
            Alfonso Brezmes.



"A mulher de lã se desfaz
       enquanto a penso aqui, se desalinhava
       ao tempo que aparece no novelo
       do desejo; a sombra da estátua
       ganha vida com o sol que a deforma;
       o que era se transforma no que é,
       mas perdura um instante na pupila
       como um luzeiro de nostalgia e eu,
       eu vou aparecendo no outro lado
       de uma página sem margens,
       onde uma criança me desenha a giz
       escrevendo incluso este poema "

             Alfonso Brezmes.

sábado, 10 de setembro de 2016

[Concédeme por favor este baile]

"Concédeme por favor este baile
       ahora que la noche es joven
       y jóvenes aún son los labios
       que a tu cuello se acercan.
       Bailemos esta canción
       como si fuéramos vampiros
       que apuran los últimos cuerpos,
       sabiendo que la luz ahí afuera
       ya cuenta, una a una,
       sus limpias balas de plata "

          Alfonso Brezmes.

domingo, 24 de maio de 2015



"Diz-me que isto é apenas um sonho
ou, no máximo, um outro conto de Borges,
que os caminhos a que o amor recorre
são labirintos que se bifurcam
e se perdem, se bifurcam
e se perdem, que a sua memória
é apenas um pássaro que cruza
voando
as duvidosas fronteiras do poema.
Um universo mais
entre os milhares de universos possíveis.
uma última
e doce
e soberba
metáfora do esquecimento "

Alfonso Brezmes.

(trad. antónio carneiro)