domingo, 26 de julho de 2015

Leonard Cohen - By The Rivers Dark (HQ)

Intuition behind formula for thermal conductivity

O mito do colesterol - Jornal Público

Se o aumento da taxa de colesterol é um meio que o organismo encontra para se proteger, então baixar a sua taxa com medicamentos não parece boa ideia. 
Na luta contra as doenças cardiovasculares, sempre que se pensa em arteriosclerose é admitido, desde há muito tempo, que o culpado é o colesterol que se vai depositando nas artérias, entupindo-as progressivamente a uma velocidade proporcional ao seu nível no sangue. Ora a verdade é que esta teoria não repousa em nenhum dado científico bem sustentado. 
Na realidade, não só a investigação comprova que três quartos das pessoas que têm o primeiro ataque cardíaco têm níveis normais de colesterol, como estudos recentes indicam que os tratamentos, em muitas situações, acabam por ser bem mais nocivos. 
Reportando-nos exclusivamente aos problemas cardiovasculares, têm-se negligenciado muitas vezes a importância dos numerosos efeitos secundários provocados pelos tratamentos para baixar o colesterol, essencialmente perda de memória, fraqueza muscular e ligamentosa, impotência sexual e diabetes tipo2, alterações digestivas e hepáticas, dores de cabeça, edemas, vertigens, alterações cognitivas e alergias cutâneas. 
No caso das estatinas, drogas que bloqueiam, no fígado, a enzima responsável pela produção do colesterol, essencial para a nossa sobrevivência, talvez nos dias que correm os medicamentos que mais se vendem em todo o mundo, utilizadas para baixar o colesterol total e a fracção LDL do colesterol, (sendo que este último, embora não seja mais que um transportador do colesterol do fígado, onde ele é fabricado, para os tecidos que dele têm necessidade é considerado ridiculamente “mau colesterol”, em contraponto com a fracção HDL, considerada “bom colesterol”, outro mero transportador do mesmo colesterol, dos tecidos que o utilizaram, para o fígado - a sua central de fabrico e reciclagem), o risco de diabetes e obesidade resultante da sua toma foi ainda há pouco tempo denunciado pela comunidade científica. 
Assim, em Março de 2012 a Agência Europeia do Medicamentos (EMA) reconheceu a gravidade do efeito diabetogénico das estatinas e recomendou aos laboratórios que os seus efeitos secundários passem a ser claramente anotados nas normas de utilização, norma que, parece, nem sempre comprida. 
Mas não é tudo. Começa a aparecer cada vez mais evidência mostrando que as estatinas pioram também a saúde cardíaca, revelando não só que não seguras como também não são muito eficazes. Um estudo recentemente publicado, revelou, em contraste com o aquilo que é hoje comummente aceite (a redução do colesterol com estatinas diminuem a arterioesclerose), que estas drogas podem, pelo contrário, estimular a arteriosclerose e a insuficiência cardíaca (Expert Review of Clinical Pharmacology.2015 Mar;8(2):189-99). 
Alguns mecanismos fisiológicos discutidos no estudo mostraram que as estatinas podem piorar a saúde do coração de várias formas: 
- Inibindo a função da vitamina K2, necessária para proteger as artérias da calcificação; 
- Danificando a mitocôndria, prejudicando a produção de ATP (responsável pela energia do músculo cardíaco). 
- interferindo com a produção de CoQ10, como se referirá mais adiante; 
- O mesmo com proteínas contendo selénium, tais como a glutationa peroxidase, cruciais para prevenir o dano oxidativo do tecido muscular. 
Considerando todos estes riscos, os autores concluíram que “as epidemias da insuficiência cardíaca e arteriosclerose, quais pragas do mundo moderno, podem ser paradoxalmente agravadas pelo uso difuso de estatinas. Nós propomos que os correntes manuais de tratamento com estatinas sejam criticamente reavaliados”. 
No que diz respeito às doenças cardiovasculares, em que o colesterol teima em aparecer como o mau da fita, há uma grande incerteza sobre as suas causas e têm surgido as teorias mais contraditórias. 
Sabe-se que aquilo a que se chama “placa” ateromatosa, que reduz o diâmetro das artérias, é principalmente constituída por células compostas pelo tecido muscular liso das artérias (proliferarando anormalmente), cálcio, ferro e colesterol, sendo este minoritário, funcionando como um curativo qual penso reparador do desgaste provocado pela inflamação da parede das artérias, esta sim a verdadeira má da fita nesta questão da formação da placa ateromatosa e da consequente arteriosclerose. Daí a importância do seu biomarcador – a PCR (Proteína C Reativa) – estar abaixo de 0,5. Quem o tem abaixo deste valor pode comer gorduras à vontade. 
Sendo assim, se o aumento da taxa de colesterol é um meio que o organismo encontra para se proteger, então baixar a sua taxa com medicamentos, estatinas ou quaisquer outros, não parece boa ideia. 
Se as taxas estiverem elevadas, tal deverá ser sempre considerado como um problema essencialmente de estilo de vida, que se corrigirá, prioritariamente, modificando o comportamento e a alimentação (de relevar a toma diária de 3 gramas diários de Ómega 3). 
As únicas pessoas que podem tirar partido das estatinas são as que sofrem de hipercolesterolémia familiar, uma doença rara que dá uma taxa elevada de colesterol (para cima de 330) qualquer que seja a alimentação e o modo de vida. Se se tiver que as tomar, dever-se-á tomar também CoQ10 ou ubiquinol, co-enzimas também anti-oxidantes cuja produção está igualmente bloqueada pelas estatinas. 
Para reduzir o risco cardiovascular, as melhores medidas a tomar são: 
- Substituir a alimentação industrial, transformada e artificial, por alimentos frescos pouco cozinhados, se possível biológicos, cultivados localmente; 
- Aumentar o consumo de gorduras boas para a saúde como o abacate, peixes gordos, ovos biológicos inteiros, gordura de nós de coco, nozes, amêndoas, avelãs e azeite de oliva, de forma que o rácio entre o ómega 3 e o ómega 6 ande entre 1/1 e 1/5 (e não 1/20 como acontece com a actual alimentação ocidental); 
- Optimizar a ingestão de cálcio, magnésio, sódio e potássio, optando sempre que possível por legumes biológicos;   
- Monitorar a taxa de vitamina D optando pela exposição ao sol – conseguir-se-ão níveis óptimos com uma exposição de 20 minutos em pelo menos ¾ partes do corpo -, acompanhada de vitamina K2 para evitar a calcificação das artérias; 
- Restaurar os níveis hormonais, principalmente da testosterona, com hormonas bio-idênticas; 
- Parar de fumar e não beber mais de um copo de vinho tinto por dia; 
- Fazer exercício físico regularmente; 
- Cuidar da higiene bucal e dentária – as pessoas com má higiene da sua boca têm 70% de risco de desenvolver uma doença cardíaca em contraponto com as pessoas que lavam os dentes pelo menos duas vezes por dia; 
-Evitar as estatinas (salvo no caso da hipercolesterolémia familiar), que fazem baixar as taxas de colesterol artificialmente, sem esforço, mas com o risco de numerosos efeitos indesejáveis, como se referiu. 
- Melhorar a sensibilidade à insulina – para tal optar por um regime com índice glicémico baixo como a batata-doce (melhor que a batata), o mel (melhor que o açúcar), as leguminosas como as ervilhas, os feijões e as favas (melhor que os cereais). 
Com esta finalidade, considerar também o ácido alfa-lipóico (400 mg/dia).  
O colesterol é uma molécula natural produzida 70% pelo organismo, principalmente pelo fígado, (os restantes 30% provêm dos alimentos), que o utiliza como um verdadeiro cimento: ao nível dos músculos, para os reparar quando estão fragilizados depois dum exercício físico; ao nível do cérebro, para ajudar os neurónios a melhor comunicar entre si; ao nível das artérias, para as reparar quando são lesadas. 
Ele é uma das substâncias mais importantes, não só indispensável à regeneração das células e à formação das suas membranas, à metabolização de vitaminas como a A, D, E e K, à produção de ácidos biliares importantes na digestão das gorduras, essencial, como se disse, para o cérebro (contém cerca de 25 % de todo o colesterol do corpo, sendo critico na formação das sinapses que permitem o pensamento, a aprendizagem e a formação da memória) como à síntese de hormonas tão vitais para a nossa existência como as hormonas sexuais – testosterona, progesterona e estrogéneo (há quem considere que ter taxas de colesterol elevado a partir dos 65 anos é sinal de longa vida e de virilidade...), as hormonas do stress – glucocorticóides como o cortisol, e à mais importante de todas – a vitamina D, como as hormonas sexuais ela também uma hormona esteróide, sendo que uma pele com níveis insuficientes de colesterol não é capaz de a produzir. 
Médico, doutorado em Ciências da Educação e diplomado em medicina anti-envelhecimento 
  

À descoberta do Porto







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O que é a vida?
É o brilho efémero de um pirilampo na noite.
É o sopro quente de um bisonte no pico do inverno.
É a pequena sombra fugidia que percorre o solo e se extingue ao pôr-do-sol.

Crawfoot, guerreiro pé-negro.

Maxwell Boltzmann distribution

A pobreza


teaBOT Automated Tea Robot

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“The main thing is to be moved, to love, to hope, to tremble, to live.”

 - Auguste Rodin ...

a sacerdotisa do tempo



O Projeto da subjetividade frente às armadilhas do tempo. Como sobreviver aos imperativos do mundo social? Uma reflexão sobre estória, memórias e tempos plurais a partir de uma jornada pela vida.

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Schopenhauer em 'A Arte de Ser Feliz'...

"Precisamos de tentar chegar ao ponto de ver o que possuímos exactamente com os mesmos olhos com que veríamos tal posse se ela nos fosse arrancada. Quer se trate de uma propriedade, de saúde, de amigos, de amantes, de esposa e de filhos, em geral percebemos o seu valor apenas depois da perda. Se chegarmos a isso, em primeiro lugar a posse irá trazer-nos imediatamente mais felicidade; em segundo lugar, tentaremos de todas as maneiras evitar a perda, não expondo a nossa propriedade a nenhum perigo, não irritando os amigos, não pondo à prova a fidelidade das esposas, cuidando da saúde das crianças etc.
Ao olharmos para tudo o que não possuímos, costumamos pensar: 'Como seria se fosse meu?', e dessa maneira tornamo-nos conscientes da privação. Em vez disso, diante do que possuímos, deveríamos pensar frequentemente: Como seria se eu o perdesse?"

sábado, 25 de julho de 2015

Expressões À Moda do Porto




Aguça = afia lápis


Dar o fanico/treco/badagaio = desmaiar


Sostra = preguiçosa


Esbardalhou-se todo = caiu


Picar o ponto = namorar


Laurear a pevide = passear


Bezana/moca/piela/borracheira = bebedeira


Está toda comida do cérebro = maluca


Dar a breca = cãibra


Bateu a caçoleta = morreu


Alapar = assentar


Morfar/encher a mula = comer


Amarfanhar = apertar bem alguma coisa


Fodi a boca a um gajo e mandei duas putas a outro = Parti a boca a um gajo e dei dois estalos a outro


Lebar uma lapada ou lebar nas bentas = Levar um estalo


Um foguete na perna = uma malha puxada do collant


Cara cheia de espinhas = borbulhas


Bater um couro = engatar


Bujão = rabo


Pia baixinho/baixa a bolinha/sossega a sapatilha/axantra a mula = acalma-te


Não tenho mão nela = Não a consigo controlar


Cresce e aparece / andor bioleta = desaparece


Engolir sapos = guardar para si algo em vez de falar o que apetece


Adianta um grosso = não vale de nada


Aquele foi dentro = Aquele foi preso


Pildra/Choldra = prisão


Chaço = carro velho


Tás c'o tao = maldisposto


És boua comó milho = és jeitosa


Lorpa = parvo


Mitra = infiltrado


Ladra-me baixo! = Fala mais baixo


Livro na net

Introduction to Programming with Python

Livro na net

Python Programming

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cada vez mais táctil
a lua na voz
a noite pertence-nos
volúvel na
epiderme.


aj c.

Livro na net

The Python Standard Library

Poeta


Manuel Gusmão

Manuel Gusmão nasceu em Évora, em Dezembro de 1945, e é professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi deputado na Assembleia Constituinte e na 1.ª legislatura da Assembleia da República, eleito pelo PCP. Tem reconhecida obra no domínio do ensaio, designadamente sobre Fernando Pessoa, Carlos de Oliveira, Nuno Bragança, Maria Velho da Costa, Luiza Neto Jorge e Gastão Cruz. Estreou-se como poeta apenas aos 45 anos, em 1990, com "Dois Sóis, A Rosa a Arquitectura do Mundo". Seis anos depois, publicou "Mapas, o Assombro a Sombra". Mas foi com "Teatros do Tempo" que o eco da sua obra (toda publicada na Caminho) se alargou. Além do bom acolhimento crítico, o livro esgotou e foi reeditado em poucos meses. In Instituto-Camoes.pt

MIT : Introduction to Computer Science and Programming


Introduction to Computer Science and Programming

Introduction to Python

http://tdc-www.harvard.edu/Python.pdf


Think Python: How to Think Like a Computer Scientist


http://www.greenteapress.com/thinkpython/html/index.html

Allen B. Downey
Version 2.0.16
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