domingo, 10 de julho de 2016

Chauvinismo ou chovinismo (do francêschauvinisme) é o termo dado a todo tipo de opinião exacerbada, tendenciosa ou agressiva em favor de um país, grupo ou ideia. Associados ao chauvinismo frequentemente identificam-se com expressões de rejeição radical a seus contrários, desprezo às minorias,narcisismo, mitomania.
atravessa-se-me o chinês Sun Tsu, dotado nas artes da guerra ... : "Se conheces o adversário e te conheces a ti próprio, não temas o resultado de 100 batalhas. Se te conheces mas não conheces o adversário, por cada vitória ganha sofrerás também uma derrota. Se não conheces nem o adversário nem a ti mesmo, perderás todas as batalhas".

Leia mais: Tática para franceses http://www.jn.pt/opiniao/afonso-camoes/interior/tatica-para-franceses-5275682.html#ixzz4E09N6QDx 
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Na realidade existe no poeta uma espécie de energia espiritual de natureza própria: manifesta-se nele e revela-se-lhe em certos momentos de importância infinita. Infinita para ele...
E eu digo: infinita para ele, porque a experiência, no fundo, ensina-nos que esses instantes que nos parecem de valor universal são, muitas vezes, sem futuro, e fazem-nos meditar nesta máxima: o que vale para um único não vale nada. É a lei aérea da Literatura.
Mas todo o verdadeiro poeta é necessariamente um crítico de primeira ordem. (...) O espírito é terrivelmente volúvel, enganador e enganado, fértil em problemas insolúveis e soluções ilusórias. Como é que uma obra notável poderá sair deste caos, se este caos que contém tudo aquilo que continha também aquelas oportunidades de se conhecer a si mesmo e de escolher o que pode e deve ser retirado desse pequeno instante e ser cuidadosamente utilizado?

Paul Valéry, in Variété V (pgs. 156/7).

sexta-feira, 8 de julho de 2016

[Verbenas, perpétuas, violetas.]

Verbenas, perpétuas, violetas.
Seixos e areia a espaçá-las,
e o mirto enamorado a acalentar
a frieza da grade que cinge este recinto.

Não se saboreiam os dias,
o pão e o vinho aqui,
onde nem o vozeio do mar
encontra um peito
que o aceite como sua pulsação,
lacerando-se nas próprias cicatrizes.

Folhas, flores em que acreditamos
ao vê-las.
E até no halo
que as amplia, por nós criado
como incerto refúgio

em que nos expomos, indefesos,
ao crer que seguimos as raízes
deste exíguo jardim compadecido:

nelas descemos a tocar o que foi
rosto, alento, cabelos, mãos, palavras;
por elas se erguem para nós suas dádivas,

até nosso nome vivo nuns lábios, no olhar
que espelhava este azul
como se ele fora intacto sempre.

José Bento (1932)
Sítios

domingo, 3 de julho de 2016

acuidade
a.cui.da.de
ɐkwiˈdad(ə)
nome feminino
1.qualidade do que é agudo
2.agudeza; perspicácia
3.intensidade
4.importância; relevância
acuidade sensorial
poder de discriminação dos sentidos
acuidade visual
capacidade de distinguir dois pontos próximos como pontos separados
Do latim medieval acuitāte-, «agudeza»

Como referenciar: acuidade in Dicionário da Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2016. [consult. 2016-07-03 09:21:41]. Disponível na Internet: 

sábado, 2 de julho de 2016

Polisoir Milagroso

No inverno os gritos dos semáforos caem ao mar
crivados de vento e de crucificação
Numa gota do meu sangue pode afundar-se um barco

do meu sangue caindo sobre o peito
de uma marquesa Luís XV de espuma

Esta paisagem gela menos ao espelho
do que sobre as unhas dos mortos
que hão-de ressuscitar com os dedos em flor
flor de agonia extinta e de salvação

Dividida como um vale de Josafat
espera-a a risca do meu cabelo
enquanto Cristo condena
a virgem Maria com um penteador branco
dará um naco de pão aos condenados
e porá um pássaro de carícias
na testa dos que se salvarem

Luis Buñuel (1900-1983)
Os Poemas de Luis Buñuel
(tradução de Mário Cesariny)

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Bear Hands - Full Performance (Live on KEXP)

Bear Hands - 2AM (Official)

A história de Rui Patrício. Ser guarda-redes porque outro amuou




http://observador.pt/2016/07/01/a-historia-de-sao-patricio-ainda-bem-que-o-outro-amuou/

Garbage: Strange Little Birds review – a sluggish comeback | Music | The Guardian

Shirley Manson Garbage


It’s 21 years since the release of Garbage, a treasure chest of irresistibly schlocky, digitally warped pop-grunge manifestos for the defiantly damaged. Singer Shirley Manson has claimed this sixth album is a kindred spirit to that debut, but instead it encapsulates the problem for reforming 1990s bands: you can’t go back, and going forward is even harder. Garbage’s sound is a tricky reupholstering job, their brand of angst period-passe, and Strange Little Birds searches sluggishly for the right tone, dreamy moments of trip-hop slink and flickers of brutal noise offering only fleeting hope. There’s plenty of build – see the coiling, gothic tension of Blackout – but little release, and a lack of those big, punchy choruses that were their strongest suit. Only Empty and So We Can Stay Alive hit old heights, and not hard enough.